Agentes

Agentes de IA: autonomia com limites visíveis

Um agente não é apenas um chatbot. Recebe um objetivo, escolhe ações e utiliza ferramentas. O desenho começa pelos limites, não pela personalidade.

Antes de escolher ferramenta

Meça volume, tempo, erros, espera e exceções. Sem baseline, uma automação pode parecer rápida e continuar a deslocar trabalho para outra equipa.

Framework operacional

Do problema ao controlo em 14 perguntas.

01

Qual é o problema empresarial?

Alguns fluxos exigem escolher fontes, decompor tarefas e adaptar passos a contexto que não cabe em regras razoáveis.

02

Como é executado hoje?

  • Uma pessoa interpreta o pedido.
  • Escolhe sistemas e fontes.
  • Executa uma sequência variável.
  • Confirma o resultado antes de agir.
03

Onde existe trabalho manual?

  • Planeamento de passos.
  • Pesquisa em várias fontes.
  • Seleção de ferramentas.
  • Reformulação quando existe falha.
04

O que pode ser automatizado?

  • Autenticação e permissões.
  • Limites de custo e iterações.
  • Registo de ações e contexto.
  • Validações antes de efeitos externos.
05

Onde pode entrar IA?

O modelo pode planear, selecionar ferramentas, interpretar resultados e decidir o próximo passo dentro de um conjunto explícito de ações.

06

É necessário um agente?

Justifica-se quando a variabilidade é real, a ação pode ser limitada e existe forma de avaliar o resultado. Se o caminho é previsível, prefira um workflow.

07

Que sistemas precisam de integração?

  • APIs com permissões mínimas.
  • Base de conhecimento ou RAG.
  • Sistemas de ação com sandbox quando possível.
  • Logs, tracing e avaliação.
08

Quanto pode custar?

Inclua execução de modelos, chamadas a ferramentas, observabilidade, avaliações, revisão humana e manutenção de prompts/políticas. O custo por tarefa deve ter teto.

09

Que ROI pode existir?

Compare tempo de resolução e qualidade em tarefas variáveis. Desconte revisões, falhas, reexecuções e escalonamentos humanos.

10

Quais são os riscos?

  • Escolha incorreta de ferramenta.
  • Ação não autorizada ou irreversível.
  • Injeção de instruções e exfiltração.
  • Loops e custo descontrolado.
  • Memória ou contexto inadequados.
11

Onde deve existir supervisão humana?

Exija confirmação para pagamentos, comunicação externa, alterações de registo, acesso sensível e qualquer ação cujo custo de erro ultrapasse o limite definido.

12

Como medir o resultado?

  • Taxa de conclusão verificada.
  • Ações por tarefa e custo.
  • Escalonamentos e intervenções.
  • Falhas por ferramenta.
  • Resultados de avaliações repetíveis.
13

Existe exemplo ou demonstração?

Demonstre o agente numa sandbox, injete inputs adversariais e mostre logs de cada ação. Um vídeo do caso ideal não prova controlo.

14

Qual é o próximo passo?

Escolha uma tarefa estreita, defina ferramentas permitidas, orçamento, condição de paragem, dataset de avaliação e ações que exigem aprovação.

Decisão seguinte

Valide o processo antes de pedir uma proposta.

Leve volume, tempo, sistemas, exceções e uma métrica. Uma primeira conversa deve conseguir excluir más ideias, não apenas vender uma implementação.

Preparar auditoria