Agentes
Agentes de IA: autonomia com limites visíveis
Um agente não é apenas um chatbot. Recebe um objetivo, escolhe ações e utiliza ferramentas. O desenho começa pelos limites, não pela personalidade.
Antes de escolher ferramenta
Meça volume, tempo, erros, espera e exceções. Sem baseline, uma automação pode parecer rápida e continuar a deslocar trabalho para outra equipa.
Framework operacional
Do problema ao controlo em 14 perguntas.
Qual é o problema empresarial?
Alguns fluxos exigem escolher fontes, decompor tarefas e adaptar passos a contexto que não cabe em regras razoáveis.
Como é executado hoje?
- Uma pessoa interpreta o pedido.
- Escolhe sistemas e fontes.
- Executa uma sequência variável.
- Confirma o resultado antes de agir.
Onde existe trabalho manual?
- Planeamento de passos.
- Pesquisa em várias fontes.
- Seleção de ferramentas.
- Reformulação quando existe falha.
O que pode ser automatizado?
- Autenticação e permissões.
- Limites de custo e iterações.
- Registo de ações e contexto.
- Validações antes de efeitos externos.
Onde pode entrar IA?
O modelo pode planear, selecionar ferramentas, interpretar resultados e decidir o próximo passo dentro de um conjunto explícito de ações.
É necessário um agente?
Justifica-se quando a variabilidade é real, a ação pode ser limitada e existe forma de avaliar o resultado. Se o caminho é previsível, prefira um workflow.
Que sistemas precisam de integração?
- APIs com permissões mínimas.
- Base de conhecimento ou RAG.
- Sistemas de ação com sandbox quando possível.
- Logs, tracing e avaliação.
Quanto pode custar?
Inclua execução de modelos, chamadas a ferramentas, observabilidade, avaliações, revisão humana e manutenção de prompts/políticas. O custo por tarefa deve ter teto.
Que ROI pode existir?
Compare tempo de resolução e qualidade em tarefas variáveis. Desconte revisões, falhas, reexecuções e escalonamentos humanos.
Quais são os riscos?
- Escolha incorreta de ferramenta.
- Ação não autorizada ou irreversível.
- Injeção de instruções e exfiltração.
- Loops e custo descontrolado.
- Memória ou contexto inadequados.
Onde deve existir supervisão humana?
Exija confirmação para pagamentos, comunicação externa, alterações de registo, acesso sensível e qualquer ação cujo custo de erro ultrapasse o limite definido.
Como medir o resultado?
- Taxa de conclusão verificada.
- Ações por tarefa e custo.
- Escalonamentos e intervenções.
- Falhas por ferramenta.
- Resultados de avaliações repetíveis.
Existe exemplo ou demonstração?
Demonstre o agente numa sandbox, injete inputs adversariais e mostre logs de cada ação. Um vídeo do caso ideal não prova controlo.
Qual é o próximo passo?
Escolha uma tarefa estreita, defina ferramentas permitidas, orçamento, condição de paragem, dataset de avaliação e ações que exigem aprovação.
Decisão seguinte
Valide o processo antes de pedir uma proposta.
Leve volume, tempo, sistemas, exceções e uma métrica. Uma primeira conversa deve conseguir excluir más ideias, não apenas vender uma implementação.
Preparar auditoria