Workflow ou agente de IA: como decidir
Uma árvore de decisão para escolher entre regras, IA dentro do workflow e um agente com autonomia limitada.
Árvore de decisão
Use o menor grau de autonomia que resolve a variação real.
- 01O caminho pode ser descrito em regras?Sim → workflow determinístico
- 02Uma etapa exige interpretação?Sim → IA localizada no workflow
- 03O sistema precisa de escolher ferramentas ou passos?Sim → considerar agente limitado
- GateHá controlo, avaliação e reversibilidade?Não → reduza a autonomia antes de avançar
Um agente pode escolher ações e usar ferramentas com base no contexto. Essa flexibilidade é útil quando o caminho varia; também aumenta o espaço para decisões inesperadas. Se uma sequência previsível resolve o problema, um workflow explícito costuma ser mais barato de testar, observar e corrigir.
Comece pelo grau de variação
Liste os caminhos reais do processo. Se as entradas são estruturadas e as exceções podem ser descritas em regras, comece por automação tradicional. Se uma etapa exige interpretar texto, imagem ou intenção, use IA nessa etapa sem entregar o controlo do fluxo inteiro.
Considere um agente quando o sistema precisa de selecionar ferramentas, decompor um objetivo ou adaptar a sequência a contexto que não pode ser antecipado em regras razoáveis.
Três arquiteturas
Workflow determinístico
Cada passo e condição estão definidos. É adequado para sincronizações, notificações, validações e transformações estruturadas. O comportamento é previsível e os erros são mais fáceis de localizar.
IA dentro do workflow
O fluxo permanece explícito, mas uma etapa classifica, extrai, resume ou gera. Deve existir validação de formato, limiar de confiança e caminho de exceção.
Agente limitado
O sistema pode escolher entre ferramentas ou passos aprovados. Limite permissões, orçamento, número de iterações, dados disponíveis e ações irreversíveis. Registe decisões e resultados.
Perguntas de decisão
- O caminho muda de forma difícil de antecipar?
- A decisão pode ser revertida?
- Existe uma métrica automática para avaliar o resultado?
- Que ações exigem confirmação humana?
- Qual é o custo máximo de uma execução defeituosa?
- Conseguimos reproduzir o contexto que levou à decisão?
Se as respostas a controlo e observabilidade ainda forem fracas, reduza a autonomia antes de aumentar a inteligência.